A cidade tem a capacidade de permitir que os sem poder façam História porque em primeiro lugar há uma enorme diversidade de pessoas – 500 pessoas numa cidade não é o mesmo que 500 pessoas numa plantação, onde são iguais - e essa diversidade pode-se cruzar. Isso é muito importante. Mas quando falo da possibilidade dos sem poder fazerem História isso não significa que se tornem poderosos - mas podem fazer História na mesma. 

Sim, já estão a fazer História. As pessoas em Telavive que demonstraram pela primeira vez as suas reivindicações sociais fizeram História. Nos Estados Unidos há um enorme grupo de pessoas que não sabia o que pensar sobre o actual sistema económico e que agora está a criar uma narrativa com a qual outros se podem identificar. Há todo o tipo de pessoas que agora sente que não está sozinha na sua luta pela sobrevivência, na sua raiva, e no seu sentimento de injustiça social e económica. Isto é imensamente importante. 

Mesmo sabendo que não vão conseguir que a sua agenda seja reconhecida pelo sistema financeiro eles terão criado uma narrativa e uma explicação das coisas que permite o desenvolvimento de uma tomada de posição de princípios – agora há esta narrativa alternativa …

O que se pode fazer é reorganizar a produção. Porque é que temos que importar mobílias baratas da China? Vamos fazê-las nas regiões à volta das grandes cidades, vamos tornar a produção local - todos os países o têm. Devíamos também re-localizar os créditos, criar pequenas associações de crédito, pequenos bancos: porque é que os bancos de retalho têm que estar nas mãos dos grandes bancos? Há muito que se pode fazer, inclusivamente dentro do próprio sistema actual. Isso vai alterar o poder do mercado financeiro? Não. Mas pode ser um passo no espaço económico em que os locais têm mais controlo e haverá maior resposta às necessidades locais. Para os projectos locais é preciso bancos locais que os financiem. Os bancos locais dependem das pessoas locais, mas devolvem o dinheiro à produtividade local. Seria um pequeno passo para criar um outro espaço económico. Mas isto não é apenas uma questão económica, depende da política económica.

Taller Ciudad Transmedia (taller de producción de contenidos digitales del Espacio-Red de Prácticas y Cultura Digital de la UNIA)

Málaga, 15/11 - 19/11/2010

Los participantes de la actividad irán planear, hacer el guión, captar, editar y divulgar contenidos audiovisuales hipermedia, disponibles para acceso en ambiente digital, además de conectados e inseridos en el ambiente real de la ciudad en donde la actividad es realizada.

Empezamos con la introducción y discusión de conceptos de audiovisualidad, hipermedia e intervención urbana. El grupo irá explorar la ciudad e identificar puntos en donde la historia será desarrollada (bares, parques, restaurantes, locales turísticos/históricos, plazas deportivas, etc.). Utilizamos una técnica de desarrollo de personajes basada en RPG (Juego de Rol) y cada uno de los personajes creados hará un trayecto en la ciudad, interactuando con otros personajes.

La grabación de la historia se hará en primera persona y el público podrá elegir a quien “seguir”, pudiendo cambiar su punto de vista durante los momentos mismos en que uno o más personajes encuéntrense. Desde dos puntos de la ciudad se creará un mapa de navegación de la historia, que se puede acceder online.

Los contenidos serán publicados por herramientas disponibles sin costo tales como YouTube, Google Maps, Wordpress, etc. Además de la navegación online se colocarán QR codes en locales físicos de la ciudad en donde suceden las acciones de la historia, permitiendo así, que un peatón a paseo por la ciudad pueda acceder a los videos en su teléfono móvil y posibilitando, también, actividades como juegos/concursos, facilitados por softwares tales como GPS Mission.

La idea es crear una actividad que conecte los ambientes virtual y digital, proporcione al público una navegación interactiva, capacite los creadores de contenido a manejar las herramientas digitales de producción y divulgación de contenido audiovisual, además de pensar sobre su rol y las posibilidades de creación de contenido en una sociedad conectada por medias digitales 

Once upon a Place – haunted houses & imaginary cities

Once upon a Place – haunted houses & imaginary cities is an international conference devoted to an emerging theme, taking place on the occasion of the Lisbon Triennial of Architecture 2010 and matching its official opening and exhibitions.

The event is dedicated to architects, historians, researchers, essayists, artists and authors, aiming at the reunion of a critical and creative international group for the cultural studies in architecture.

What kinds of stories do spaces and buildings “tell” us? What insights on architectural knowledge and experience can literary forms convey? Are designs, buildings and cities somehow a fabrication on the world? Does form follows fiction? Can fiction foresee architecture and urban futures?

The conference will tackle the reciprocal influences between architecture and fiction, whether they emerge under literary forms or other means related to visual narratives and popular culture.

(dis)location

(dis)location - Salvador explora a geografia de varias comunidades em Salvador, Brasil, através de narrativas orais de habitantes locais. Cinco narradores nos levam a um passeio pelas suas respectivas vizinhanças como parte de uma trajetoria pessoal da vida do seu dia a dia.

O projeto foi realizado durante o estágio de uma residencia artística do Instituto Two Heads situado no bairro central 2 de Julho de Salvador. A primeira filmagem do projeto (dis)location ocorre em Salvador, Brasil, e os narradores do filme (dis)location – Salvador são as pessoas que eu encontrei durante minha estadia na cidad

A jornada de navegação através de mapas feitos a mão com o intuito de descobrir vida e memoria em um outro bairro faz parte da proposta artística na qual se baseia o projeto (dis)location – Salvador. Este projeto é portanto parte de um projeto maior que pode ser realizado em qualquer lugar do mundo como um projeto de mapear as historias locai

O conceito central dessa obra é que a percepção é algo dinâmico dependendo da nossa condição e posição no tempo e no espaco. A exploração das geografias físicas, psicológicas e sociais expressa um desejo de aprofundar a percepção dentro de um processo de fazer visiveis as realidades sociais. Dessa forma, (dis)location torna-se um projeto enraigado que procura explorar as historias pouco ouvidas da trajetoria humana dentro de uma prática que rastreia e documenta movimento pelo espaco através do desenho manual e da voz de um mapa subjetivo de um espaço físico ou de uma paisagem urban

Esse documentario de um passeio de uma narrativa oral no espaço pode ser vivenciado de varias formas: pode-se ve-lo através de um tour virtual de cada bairro navegando-se pelo mapa desenhado a mão. Uma versão podcast e uma aplicação celular com GPS possibilitam uma navegação dos mapas feitos a mão em qualquer lugar do mundo ou no site, escutando-se as narrativas das historias locais e a caminhada. O documentario (dis)location – Salvador em forma de filme tambem esta disponivel para apresentações.

URBZ   » MUMBAI
URBZ MASHUP Mumbai explores, challenges, subverts, questions and celebrates Mumbai’s ideas and practices of heritage enshrined in its colonial (pre and post included) architecture, arts, culture and politics.
The MASHUP activities cover the oldest neighbourhoods of the city. Girgaum, where Khotachiwadi – the much threatened and celebrated trophy heritage habitat exists – exists just a stone’s throw away from Chowpatty beach which is one of the most historic sites for social dissent and free expression. A fifteen minute walk from there takes you to Crawford Market – Mumbai’s oldest and favourite shopping destination. In between lies a maze of dense streets and bazaars that testify to the city’s numerous communities who made the city what it is, a city of shops, markets, dreams and collective aspirations.
In this maze lie stories, images and ideas of a city that provide newer definitions of what it means to be a Mumbaikar, through the many languages the city speaks in, the many cultural practices it invents, its changing and evolving built forms, its bazaars and markets that are as vital and dense as the air the city breathes – making the question of its identity richer than anything the city officially celebrates. Way richer than the imagination of its political leaders and much deeper than the possibilities framed by its most conscientious citizens.
The URBZ MASHUP welcomes participants from Mumbai, India and the rest of the world to use their skills and imaginations and dive into streets, walk into homes, converse, make images, play, then reinterpret, examine, and recreate newer imaginative frameworks that do justice to the city’s layered, dense and complex life.

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The MASHUP activities cover the oldest neighbourhoods of the city. Girgaum, where Khotachiwadi – the much threatened and celebrated trophy heritage habitat exists – exists just a stone’s throw away from Chowpatty beach which is one of the most historic sites for social dissent and free expression. A fifteen minute walk from there takes you to Crawford Market – Mumbai’s oldest and favourite shopping destination. In between lies a maze of dense streets and bazaars that testify to the city’s numerous communities who made the city what it is, a city of shops, markets, dreams and collective aspirations.

In this maze lie stories, images and ideas of a city that provide newer definitions of what it means to be a Mumbaikar, through the many languages the city speaks in, the many cultural practices it invents, its changing and evolving built forms, its bazaars and markets that are as vital and dense as the air the city breathes – making the question of its identity richer than anything the city officially celebrates. Way richer than the imagination of its political leaders and much deeper than the possibilities framed by its most conscientious citizens.

The URBZ MASHUP welcomes participants from Mumbai, India and the rest of the world to use their skills and imaginations and dive into streets, walk into homes, converse, make images, play, then reinterpret, examine, and recreate newer imaginative frameworks that do justice to the city’s layered, dense and complex life.